AVISO: este artigo aborda a ascensão do fascismo nos EUA, assim como a perseguição de diversas minorias, por favor considere sua saúde mental antes de ler.
Mais uma vez, assim como em todas às vezes, a direita, os defensores do capitalismo e as instituições liberais provaram que não somente não se importam com a liberdade, como nunca se importaram em primeiro lugar.
Neste momento, estão sendo enviadas para diversas agências governamentais dos Estados Unidos, como a NASA e a CDC, listas de termos proibidos para serem apagados e abandonados no futuro.
As listas incluem termos como “bias” (viés), “confirmation bias” (viés de confirmação), “prejudice” (preconceito), e talvez a mais assustadora de todas: “injustice” (injustiça).
É uma emergência pensar, por qual motivo o regime ia querer apagar a palavra “injustiça”? Seria possível que o governo estadunidense esteja planejando qualquer coisa boa? É possível sequer que Donald Trump e seus aliados acreditem que estejam fazendo a coisa certa, tendo em vista que o medo deles é que falem em injustiça?
Da mesma forma é importante ter em mente que este é um golpe duro na ciência e na produção científica, tendo em vista a investigação sobre vieses e vieses de confirmação para a obtenção de respostas exatas.
Mas oque podemos esperar da direita, e não falo só da “extrema-direita”, falo da direita toda, além de obscurantismo e uma tentativa de forçar o mundo a voltar para a idade média?
Além desses fatos, é necessário ter em mente que estas medidas são atos explícitos de discriminação contra a população LGBT e apagamento da mesma, tendo em vista que “LGBT” foi um dos termos proibidos, assim como “gender” (gênero), “transgender” (transgênero), “transexual” (transsexual, termo já ultrapassado, mas mesmo assim proibido), e “non-binary” (não binárie).
De forma similar, tanto o termo “racism” (racismo) quanto “anti-racism” (anti-racismo) foram proibidos.
Tendo em vista as deportações em massa, deportações estas que estão atacando em vários casos inclusive imigrantes legais e indígenas, sim, os próprios povos originários dos Estados Unidos, é possível ter dúvida de que isso é uma oficialização da intenção de perseguição aberta do governo contra minorias étnicas? Ainda mais nesse período de rápida ascensão de grupos abertamente neo-nazistas, e do sieg hail do bilionário governista Elon Musk no meio da cerimônia de inauguração?
O avanço do despotismo de Donald Trump nos Estados Unidos, apoiado por toda a direita, desde os neoliberais do discurso do “Estado Mínimo”, passando pelos conservadores “moderados” até os fascistas mais abertos, serve somente para mostrar a real face da direita na prática: regresso, atraso, obscurantismo, discriminação sistêmica, autoritarismo.
Assim como destes eventos podemos tirar duas conclusões, estas que estão sendo pregadas de forma incansável pelo movimento anarquista desde que existiu:
a primeira é que não existe nenhum tipo de progresso, tecnológico, científico, econômica, ou qualquer um que seja, sem progresso social.
A segunda é que se os poderes instituídos tem medo de serem expostos pela injustiça (como foi literalmente provado aqui), então o povo deve fazer a justiça por si.
A justiça que devemos fazer, no entanto, não deve ser de forma alguma ser confundida com a baderna reacionária da “justiça com as próprias mãos”, pelo contrário, devemos unir o melhor de nós e buscar a única receita possível para o avanço em nossas vidas, resumido em duas palavras sendo a estratégia e objetivo do anarquismo: Revolução Social!
Luta Contínua! Venceremos.
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