Nova Plebe

Anarquismo de Mídia de Massa – Mass Media Anarchism (PT-BR, ENG)

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Scroll down for the english version.

(Português) AVISO: este artigo é de total autoria de nosse correspondente Keaka Cagle, todos os créditos para elu.

A mídia manipula quem é o alvo da raiva em vez de ser ela própria o foco dessa raiva. Isso contribui para a afirmação de que o problema não é a classe capitalista, mas sim nossos inimigos políticos. Por exemplo, um apoiador de Trump viraliza e os liberais o odeiam, e vice-versa. A economia da raiva é usada para manipular as pessoas, levando-as a direcionar seu espírito em plena revolta contra quem se encontra em um nível de poder semelhante ou inferior. O racismo e outras formas de intolerância são alimentados por essa mentalidade.

Quando as pessoas se revoltam de forma genuína contra um ocupante beligerante em número suficiente, a quantidade de violência pode ser mínima. É necessário um descontentamento em massa para isso acontecer, mas com o papel da mídia tradicional e das redes sociais, é possível. Dito isso, a probabilidade disso é reduzida pela natureza reacionária das redes sociais, cujo uso, em grande parte, contribui para alimentar diversos genocídios ao redor do mundo. Nisso, nós encontramos o cenário mais provável.

A classe capitalista local, em qualquer localidade, poderia facilmente ser o centro de uma revolta contra a classe capitalista, visto que são eles que roubam diretamente a mais-valia do trabalho da população.

Isso, no entanto, é difícil, pois muitas vezes as pessoas que controlam a educação e a vida urbana SÃO a classe capitalista local, cujo potencial revolucionário é sufocado por uma constante série de manipulações e subjugações subsequentes.

O papel das redes sociais como força de mobilização pode ter potencial para propaganda de agitação, mas os alvos devem ser pessoas que possam ser prejudicadas por essa propaganda. A raiva sem direção leva à vingança e à violência. A raiva, quando associada a uma ação simples, pode ser usada para promover mudanças sociais. Ter uma plataforma local suficientemente ampla para demonstrar a eficácia disso é difícil devido à natureza internacional das redes sociais e da internet em geral.

Por exemplo, imagine que um vereador local se envolva em um escândalo. Isso pode ser usado por um grupo anarquista local para mobilizar a população e levá-la a lotar a câmara municipal se: A) O preço solicitado for menor do que o custo de ignorar o problema (o custo de ir ao evento for menor que o de sair de casa); B. O escândalo do vereador causar danos materiais à estabilidade moral, social ou econômica da comunidade (por exemplo, fraude ou conduta sexual imprópria); e C. Esse esforço puder ser seguido por outras ações que causem ainda mais danos emocionais ao vereador, por meio de humilhação pública e/ou ações políticas destinadas a mobilizar a população e ridicularizar a pessoa em questão.

Um exemplo disso são as ações de escárnio contra o senhorio Baal. Com o escárnio banalizado desse proprietário por meio de ações políticas e zombaria social, o público se mobiliza contra um capitalista proeminente. Embora os esforços para expô-lo acarretem custos sociais e litigiosos elevados devido à natureza do capital, os insultos e o escárnio comuns criam uma desconfiança coletiva na capacidade dos governos locais de controlar os capitalistas, ao mesmo tempo que contribuem para a organização local em torno da ideia de que as elites de uma cidade pobre são cúmplices na disseminação de mofo e outras condições insalubres nos apartamentos pertencentes e administrados pela empresa de Baal.

A utilização de táticas normativas nas redes sociais, em vez da estética de esquerda, pode galvanizar a opinião pública de uma forma que símbolos como a foice e o martelo, o “a” de anarquia e outras formas típicas da política de esquerda não conseguem. Criar uma mensagem anarquista que seja, em si, a opinião normativa de esquerda traz benefícios que superam o impacto negativo de mensagens que aqueles predispostos a desconfiar das visões de esquerda ignoram. Ao considerar a ação anarquista local ao nível cívico, criar uma base ampla que possa apoiar e acomodar múltiplas ideologias, ao mesmo tempo que promove a causa anarquista, é um resultado desejável para todos os envolvidos.

(English)
WARNING: This article is entirely authored by our correspondent Keaka Cagle, all credits to them.

Mass Media Anarchism

Mass media manipulates who the targets of anger are situated at rather than itself Being the site of someone’s anger. This contributes to the assertion that it is not the capitalist class that is the issue but our political enemies that are. For example trump supporter goes viral and liberals hate him and vise versa. The anger economy is used to manipulate people into using their revolting spirit on others who exist on a similar or lower level on the power hierarchy. Racism
and other forms of bigotry are fed through this mentality.


When people are properly revolting against a belligerent occupier with large enough numbers the amount of violence can be minimal. It takes mass discontent for this to happen but with the role of mass media and social media it is possible. This being said the likelihood of this is dampened by the reactionary nature of social media and its usage mostly amounts to fueling several genocides around the world. In this we find the more likely scenario.

The local capitalist class within any locality could easily be the center of one’s revolt against the capitalist class being that it is they who directly steal the labor surplus value of the population. This however is difficult as oftentimes the people who control education and city life ARE the local capitalist class with the revolutionary potential dampened by a constant string of manipulation and subsequent subjugation.

The role of social media as a naming force could have potential for agitative propaganda but the targets of which must people with the ability to be harmed by the agitative propaganda. Rage without direction leads to revenge and violence. Rage with a simple action attached can be used for social change. Having a local platform big enough for the effectiveness of this to be shown is difficult due to the international nature of social media and the internet at large.

Say for example a local councilmen has a scandal, it can be used by a local anarchist group to galvanize the local people into flooding the council chamber if A. The ask is a lower price than the cost of ignoring, the price of leaving the house being less than the cost of going to the event, B. That the council member’s scandal has a material harm on the communities moral, social or economic stability, Ie cheating or sexual misconduct, and C. That this effort is able to be followed up with further actions that could cost the councilmen with further emotional harm through public shaming and/or political actions meant to galvanize the public and lampoon the person of ridicule.

An example of this is actions of mockery against slumlord Baal. With the commonplace mockery of this slumlord through political action and social mockery, the public is galvanized against a prominent capitalist. Although efforts to expose him deal heavily litigious and social cost due to the nature of capital. Commonplace insults and mockery create a communal distrust of the local governments ability to keep capitalists in check, while assisting in efforts to locally organize around the idea that the elites within a poor town are themselves complicit in the spread of black mold and other squalid conditions on the apartments owned and operated by baal’s company.

Usage of normative social media tactics rather than that of left wing aesthetics can have an affect to galvanize public opinion in a way that symbols such as a hammer and sickle, anarchy and other typical forms of left wing politics cannot. Creating the anarchist messaging as itself the normative left wing opinion has benefits that outweigh the impact of messaging which those who are primed to distrust left wing views with disregard. When considering local anarchist action on a civic level creating a large base that can support and accommodate multiple
ideologies, while furthering the anarchist cause is a desirable outcome for all involved.


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