Nova Plebe

Cristianismo não pode defender o Estado de Israel

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Nenhum grupo, seja ele étnico ou religioso, tem direito de clamar a posse da Terra Santa (a região da Palestina). O Estado de Israel não tem relação com o Reino de Israel mencionado na Bíblia. Todas as promessas feitas por Deus aos israelitas foram cumpridas quando os hebreus chegaram à Terra Prometida (Canaã), como diz o livro de Josué, capítulo 21, do versículo 43 ao versículo 45.

A existência do Reino de Israel está intimamente ligada à existência do Templo de Jerusalém. O rei Davi, no livro de 2 Samuel, capítulo 6, institui Jerusalém como um centro religioso. Para consolidar isso, Davi expressou a Deus seu desejo de fundar um grande templo, o que está em 2 Samuel, capítulo 7. Davi não consegue realizar isso, e seu filho, o rei Salomão, o faz. Anos mais tarde, Nabucodonosor II destruiu o templo de Jerusalém e levou o povo de Israel como escravo para a Babilônia. Assim, acabava o Reino de Israel. Durante muitos anos, o povo de Israel viveu como escravo ou servos libertos pelos babilônicos, surgindo grandes profetas como Ezequiel, Ageu e Zacarias. Todos eles falaram de forma profética sobre o Segundo Templo e encorajaram a construção e o processo de libertação do povo de Israel. Foi então que, em 538 a.C., a reconstrução do Segundo Templo começou, sendo finalizado em 516 a.C. Mesmo sendo uma nação colonizada, eles eram uma nação vassala, ou seja, ainda uma nação existente no mapa, pois temos uma instituição política e religiosa. Temos, então, um estado israelita legítimo. Durante o Novo Testamento, temos profecias da destruição do Segundo Templo, no livro de Lucas, capítulo 21, versículos 5 a 31; no livro de Mateus, capítulo 24, versículos 1 a 22; e no livro de Marcos, capítulo 13, versículos 1 a 20. As profecias se cumpriram com a destruição do Segundo Templo em 70 d.C., porém, dessa vez, não existe nada que profetize a construção de um Terceiro Templo. Portanto, se não houver um Terceiro Templo, não haverá um estado israelita legítimo do ponto de vista teológico.

Ainda existem aqueles ‘cristãos’ que defendem que o povo escolhido é o povo judeu e que este tem, por consequência, o direito à terra da Palestina. O cristão que usa a Bíblia para defender o pensamento sionista não pode ser chamado de cristão, uma vez que não entende que todas as promessas feitas ao povo hebreu por meio de Abraão foram herdadas pelos cristãos, o que se expressa de maneira clara no Novo Testamento, no livro de Romanos, capítulo 11, versículo 1; no livro de Gálatas, capítulo 3, versículos 28 e 29; e no livro de Hebreus, capítulo 11, versículos 39 e 40. Mesmo assim, os cristãos não são donos da terra. Afinal, a terra que foi prometida aos homens de bom coração foi o paraíso, e não a terra da Palestina. Tal pensamento coloca o cristão em estado de pecado mortal, afinal, se cala e apoia a injustiça cometida contra os inocentes.

Apoiar o Estado de Israel significa apoiar todos os crimes que o mesmo cometeu desde 1967. Defender o sionismo é defender terrorismo de Estado, crimes de guerra e segregação racial.


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