Tudo a seguir é de autoria não minha mas dos indivíduos creditados. Tradução por Gabriel C.
Everything that follows is not my own work but that of the credited individuals. Translation by Gabriel C. Scroll down for the english version.
Editado por Conscious K
Essa folha cobre os acontecimentos no Nepal, na Indonésia, na provincia de Papua Ocidental e no Sudão do Sul.
Nota do editor: Essa newsletter é um resumo rápido das atividades recentes da Friends peace teams.
Friends peace teams é uma rede de trabalhadores da paz, de ativistas e de comunidades em escala mundial.
É uma organização gerida por voluntários e as doações vão enviadas direto para o trabalho em campo. Friends peace teams recebe apoio e começou como uma comunidade internacional de Quakers e outras comunidades religiosas, apesar de não ser uma organização religiosa. Dúvidas, preocupações sobre nossa forma de apresentação desse newsletter podem ser enviadas para Twentyoneft@gmail.com
Treinamento da AVP gera plano para redução de violência escolar em Pokhara, Nepal
Por Ram Chandra Paudel
Muitos estudantes do treinamento vieram de famílias abusivas. Sofrem agressão, bullying, negligência e maus tratos em casa. “Quando peço educadamente algo para os estudantes, eles não nos ouvem.” Ela disse. “Às vezes eu acho Que sou forçada a gritar com eles e até mesmo puni-las fisicamente. Como que eu crio um ambiente não violento em uma sala de aula nessa situação? Com a atividade da AVP “Eventos, sentimentos e necessidades” e conhecendo a Hierarquia de Necessidades de Maslow, começamos a entender algo muito essencial: crianças não responderão de forma positiva se suas necessidades básicas não forem atendidas. Se elas não se sentem seguras, amadas respeitadas e aceitas, o aprendizado fica impossível. Isso foi uma descoberta importantíssima para todos nós. Com contos, conversas em grupos, compartilhamento, percebemos que crianças Crescem não só por livros, mas por amor, afeto, compreensão, e apoio do lar, casa e sociedade. Professores falam sobre suas esperanças, esforços e responsabilidades. Juntes, os professores viram as raízes da violência e motivaram a ter visões não violentas e planos práticos para construir uma escola pacífica e cuidadora. Para muitos professores, aprendizado experimental foi uma experiencia nova e desafiadora em nosso sistema de educação tradicional. Além disso, a curiosidade e vontade de aprender das crianças nos deram grandes esperanças. Essa oficina não foi apenas um treinamento da AVP. Se tornou um momento de conexão, reflexão, cura e esperança de um futuro melhor para cada criança. Nós se sentimos entusiasmados quando soubemos que a violência nas escolas pode ser reduzida drasticamente quando professores, familiares e comunidade trabalham em conjunto com compaixão.
Uma força transformadora surge pela adversidade e compaixão
Por Fauziah (Fau Faedah), editado por Petrus
Quando as enchentes atingiram a província de Aceh, Indonesia no dia 26 de novembro de 2025, amigos me cumprimentaram e perguntavam como eu estava. Quando estava sofrendo de ansiedade por conta da minha casa estar enterrada na lama e precisava de um abrigo improvisando uma tenda, eu consegui compartilhar minha história com gratidão. Eu compartilhei notícias e como estávamos, ao longo do tempo, depois da enchente. Doze dias depois da enchente, minha família conseguiu limpar uma garagem de motocicletas de 14 m² para acomodar quatro mulheres e dois bebês. Enquanto isso, os homens viviam em uma tenda quente e empoeirada. Apesar das limitações, várias organizações humanitárias, comunidades, até pessoas vieram para nos ajudar. Em abril de 2026, das 145 familias das 500 que tiveram as casas destruídas e soterradas pela lama se alocaram para um abrigo de 20m². Já no dia 18 de abril, estou grato pelo apoio recebido pelo Friends Peace Teams Asia West Pacific Indonesia. Foi possível distribuir armários portáteis para 6 famílias, garrafas de água limpa para 12 famílias, caixas para guardar utensílios para 12 famílias e apoio para reconstruir uma garagem de reparos de motocicletas que foi extremamente útil para limpar as motos danificadas pela enchente na minha vila. São nesses momentos que me fazem lembrar de meus encontros com a FPT e amigos da AWP quando eu treinava com eles sobre o que é viver sem violência. Me ensinaram como ser resiliente durante a adversidade e como lutar por justiça por conta de desastres causados por egoísmo humano. Estou muito grato que, apesar das dificuldades e das circunstâncias, eu ainda consegui entrar em contato com várias pessoas e organizações humanitárias para aparecerem na minha comunidade e vizinhança. Agradeço a todes.
Apesar das circunstâncias, a esperança prevalece
por Patianus Momiake
A minha viagem de volta para Oksibil, a província montanhosa de Papua, não foi fácil. Eu tive que superar muitos desafios, tanto físicos, mentais, quanto emocionais. A longa jornada, as as circunstancias limitadas, e o medo que as vezes surgia foram todas partes da minha luta. Mas dentro de mim, havia uma forte ansia: Eu precisava retornar, eu tinha que estar presente, eu tinha que fazer algo para ajudar as crianças de lá. Quando cheguei em Oksibil, minha próxima luta era bem mais difícil: como eu abordaria as crianças e seus pais Nem todo mundo confiava em mim. Alguns me olhavam de longe, outros ficavam em silêncio, e havia outros que simplesmente observavam de longe. Eu percebi que não dava para forçar confiarem em mim. Comecei aos poucos — as cumprimentando, sentando ao lado delas ouvindo suas histórias e estando presente sem pedir muito. Aos poucos, eu comecei a chegar perto das crianças. Brincava com elas, contava histórias, e a partir daí, eu comecei a introduzir sobre o Poder da Bondade. Não por métodos de ensino tradicionais, mas por histórias simples—sobre benevolência, sobre ajudar uns aos outros, e sobre esperança. Eu vi então os olhos delas mudarem de expressão — começavam a brilhar. Minhas reações eram misturadas: medo, tristeza, felicidade e dó. Vendo a situação delas, suas limitações, e futuro incerto me afetaram drasticamente. Por outro lado, sentia que havia esperança. Mesmo que pequena, era real – e foi o que me fez continuar. As crianças começaram a mudar de atitude. Começaram a ser mais aberta, conversavam mais e até uma delas me disse, “Irmão, essa história é legal… eu quero ser uma pessoa legal.” Frases tão simples tocaram meu coração tão fundo. Os desafios que continuei a enfrentar incluíam infraestrutura precária, condições ambientais, e tentar manter uma consistência entre circunstâncias que nem sempre nos ajudavam. As vezes eu sentia desgaste e solidão. Mas todas as vezes que eu via as crianças, eu lembrava o porquê de eu estar lá. Elas amavam as histórias. Elas gostavam de serem convidadas para ajudar, gostavam de passar o tempo com os outros, e ouvir coisas boas. Alguns até pediam para voltar para lá. Isso me dá força de continuar, os pais expressavam sua gratidão e falavam: “As crianças ficam mais calmas quando participam das atividades.” Outros pais ficavam desconfiados, e eu compreendia. A mudança leva tempo. Eu faço pois eu acreditava que — se pequenos atos de bondade, se praticados constantemente—então algum dia virarão algo maior. Eu só quero estar presente, plantar as sementes da paz, e nutrir esperança na vila Timbildam, Oksibil.
Relatório da oficina HROC em Kakuma: Curando e Reconstruindo nossas Comunidades
Campo de refugiados 1
Por Peter Serete
UMA OFICINA BÁSICA DE HROC FOI CONDUZIDA NO CAMPO DE REFUGIADOS 1 EM KAKUMA PARA REFUGADOS DO SUDÃO DO SUL DE DINKA E NUER EM MARÇO DE 2026. A oficina tinha como objetivo tratar o trama gerado pela guerra, desalojamento,violência e perda enquanto promove a cura, a reconciliação e coexistência pacífica. Vinte participantes de várias áreas de Kakuma 1, homens e mulheres, estavam presentes. Depois da apresentação e introdução da equipe de agilização, participantes compartilhavam suas expectativas: compreender o trauma, tratamento da raiva, aprender habilidades para ajudar os outros, e aprender com experiências compartilhadas. Foram acordadas regras essenciais baseadas em respeito, pontualidade, participação, e confidencialidade. Uma das primeiras sessões usavam o modelo da Janela de Johari, que auxiliava na construção de autoconsciência e confiança. Os participantes exploravam os quatro quadrantes da janela: Eu aberto, Eu cego, Eu secreto e Eu desconhecido. Eles aprenderam que serem abertos promove a confiança, enquanto a dor omitida e comportamentos desconhecidos podem prejudicar a cura. Muitos participantes perceberam que comunicação sincera e feedbacks construtivos são importantes para reconstruir e melhoras nossos relacionamentos. O treinamento então explorou trauma e suas causas. Participantes identificaram trauma resultante de violência observada, seja por ouvir tiros, por ouvir notícias perturbadoras, ações graves como estupro ou assassinato, e por experiencias pessoais como discriminação, tribalismo, abuso e a perda de entes queridos. Eles refletiram que muitas das experiências traumatizantes ainda se escondem por conta de medo, preconceito e falta de um lugar seguro. Os participantes então identificaram os sintomas do trauma em quatro categorias: comportamental, emocional, física e cognitiva. Exemplos incluem abstinência, raiva, medo, depressão, dores de cabeça, sonolência, confusão, pesadelos, e problemas para se concentrar. Muitos participantes reconheceram esses sinais neles mesmos ou em suas comunidades. Em outra sessão importante foi examinado as consequências do trauma em pessoas, familiares e comunidades. Participantes comentavam que o trauma pode levar a depressão, abuso de substâncias, conflito doméstico, pobreza, crimes, e enfraquece o senso de comunidade. Eles concluíram que a cura deve ocorrer em todos os níveis para terem paz duradoura. A sessão sobre a Rede de Cura teve ênfase em como a recuperação inicia-se individualmente, apoiado pela família e fortalecido pela comunidade. Participantes reconheceram a importância da conciliação, apoio familiar, espaços seguros, e cooperação da comunidade.As sessões sobre perda e luto ajudaram os participantes em entender suas respostas emocionais à morte e separação. Através do exercício da “Cadeira Vazia”, participantes expressaram sua dor e luto não resolvidos. Muitos relataram que a atividade era difícil mas curadora. Eles também aprenderam que luto passa por estágios, como a negação, raiva, culpa, ansiedade, depressão e aceitação. A oficina também falou sobre a raiva como um sintoma do trauma. Os participantes aprenderam a diferenciar entre a raiva comum e a raiva do trauma, e como a dor não resolvida pode gerar reações destrutivas. Exercícios de construção de confiança destacaram que para promover a cura é necessário aconselhamento, consciência, união e apoio familiar, enquanto falta de confiança, preconceito, desvimitização, e ameaças prejudicam o progresso da cura. A oficina HROC conseguiu dar aos participantes conhecimentos e ferramentas práticas para a cura do trauma, reconciliação e a construção da paz. Participantes se dedicaram para se curarem e ajudar os outros e suas comunidades. Um dos participantes falou, “Antes desse treinamento, eu acreditava que trauma era apenas sobre dor física, mas agora eu sei que ela também está em nossa mente, no coração e em nossos relacionamentos. Eu descobri feridas que eu carregava em silêncio. Através da Janela de Johari e nas sessões de compartilhamento, Eu me sinto livre para começar minha jornada da cura e ajudar os outros a fazerem o mesmo. Outra pessoa declarou, “A sessão sobre luto e perda me tocou de forma muito profunda. Eu tenho dor da perda de quem amava durante o conflito, mas eu nunca tive um local seguro para em expressar sobre isso. O exercício da Cadeira Vazia me ajudou a soltar emoções que eu tinha repreendido há anos. Hoje eu me sinto mais leve, mais forte e com esperança que a cura é possível. Um terceiro participante disse, “Eu achava que raiva era só parte de minha personalidade, mas agora eu sei que é um sinal de um trauma não resolvido. Essa oficina me ensinou como tratar minha raiva, reconstruir confiança e como apoiar a paz na minha família e minha comunidade. Estou saio dessa oficina transformado. Estou pronto para virar uma pessoa que ajuda os outros a se curarem também.”
Para mais informações, visite: https://friendspeaceteams.org/
Friends peace teams flash news No.1 July 2026
Edited by Conscious K.
This issue covers work happening in Nepal, Indonesia, west papua, South Sudan
Editors note: This flash newsletter is a short summary of recent friends peace teams activities.
Friends peace teams is a network of peace workers, activists, and communities on a global scale. This is a volunteer run organization and donations go towards the actual work. Friends peace teams is helped and was started by an international community of Quakers and other religious communities, however friends peace teams is not itself a religious organization. Any questions or concerns towards the nature of presentation of this newsletter can be sent to Twentyoneft@gmail.com
AVP training results in plan for Reducing School Violence in Pokhara,
Nepal
By Ram Chandra Paudel
many students in the training come from abusive families. They are beaten, bullied, neglected, and emotionally hurt at home.
She said, “When I ask students politely to do something, many do not listen. Sometimes I feel forced to shout or even punish them physically. How can I create a nonviolent classroom in this situation?” Through the AVP activity “Events, Feelings and Needs” and learning about Maslow’s Hierarchy of Needs, we began to understand something very important: children cannot respond positively when their basic needs are not met. If they do not feel safe, loved, respected, and accepted, learning becomes difficult. This became a meaningful breakthrough
for all of us. Through open sharing, stories, and group discussions, we realized that children grow not only through textbooks, but through love, care, understanding, and support from home, school, and society. Teachers spoke honestly about their struggles, hopes, and responsibilities. Together, they explored the roots of violence and created nonviolent visions and practical plans for building peaceful and caring schools. For many teachers, experiential learning was a new and challenging experience in our traditionally formal education system. Yet their openness, curiosity, and willingness to learn gave us great hope. This workshop was not
only an AVP training. It became a moment of connection, healing, reflection, and hope for a better future for every child. We felt encouraged that violence in schools can be reduced significantly when teachers, families, and communities work together with compassion.
Transforming Power emerges from hardship and victimhood
By Fauziah (Fau Faedah), edited by Petrus
When Flash floods hit Aceh Indonesia November 26, 2025, my friends greeted me and asked how I was doing. While I was anxious because my house was buried in mud and I had to find safety by setting up a makeshift tent, I was able to share my story with gratitude. I’ve shared news and our progress several times after the flood. Twelve days after the flash flood, my family was able to clear a 3.5 m x 4 m motorcycle repair shop space to accommodate four adult women and two toddlers. The men, meanwhile, lived in a dusty, hot tent. Despite these limitations, several humanitarian organizations, communities, and even individuals have come forward to support us. In April 2026, approximately 145 families out of 500 whose homes were destroyed and buried by mud moved into temporary housing measuring 4.5 m x 4.5 m. On April 18, 2026, I am grateful for the support of Friends Peace Teams Asia West Pacific Indonesia. I was able to distribute portable cupboards to 6 families, clean water containers to 12 families, containers for storing eating utensils to 12 families, and support to revive a family motorcycle repair shop that has been very helpful in cleaning flood-affected motorcycles in my
village. Moments like these remind me of my encounters with my FPT AWP friends when I trained with them on the meaning of living without violence. They taught me how to be resilient in the face of adversity and how to speak up for justice amidst disasters caused by human greed. I am deeply grateful that, despite these difficult and limited circumstances, I was still able to reach out to several individuals and humanitarian organizations to be present in my community and neighborhood. Thank you for everything.
Amidst Limitations, Hope is Real
By Patianus Momiake
My journey back to Oksibil, the mountainous province of Papua, was not easy. I had to overcome many challenges – physically, mentally, and emotionally. The long journey, the limited conditions, and the fear that sometimes arose were all part of the struggle. But deep inside, there was a strong urge: I wanted to return, I wanted to be present, I wanted to do something meaningful for the children there. When I arrived in Oksibil, the next struggle was even harder: how to approach the parents and children. Not everyone would trust me. Some looked at me skeptically, some remained silent, and still others simply observed from afar. I realized that trust can’t be forced. I started small—greeting them, sitting with them, listening to their stories, and being present without making too many demands. Gradually, I began to approach the children. I invited them to play, told them stories, and from there, I began to introduce them to the Power of Goodness. Not through formal teaching, but through simple stories—about kindness, about helping each other, about hope. I saw their eyes begin to change – from blank to sparkling. My feelings were mixed: fear, sadness, happiness, and pity. Seeing their condition, their limitations, and the future that seemed so difficult moved me deeply. On the other hand, I felt that hope was still there. It was small, but real – and that is what kept me going. The children were starting to change. They became more open, spoke up more, and one even said to me, “Brother, that story is good… I want to be a good person.” This simple sentence touched my heart deeply. The challenges I continue to face include limited facilities, environmental conditions, and maintaining consistency amidst circumstances that are not always supportive. Sometimes I feel tired and alone. But every time I see the children, I remember why I started. The children love the stories. They enjoy being invited to gather, spend time together, and hear positive things. Some even ask when I will come back. That gives
me strength.
Parents have expressed gratitude and said: “The children feel calmer when they participate in activities.” Some parents are still hesitant, and I understand that. Change takes time. I do this because I believe—if small acts of kindness are consistently practiced—they will one day become something great. I simply want to be present, plant seeds of peace, and nurture hope in Timbildam Village, Oksibil.
Healing and Rebuilding Our Communities (HROC) Basic Workshop report kakuma
refugee camp 1
By Peter Serete
A HEALING AND REBUILDING OUR COMMUNITIES (HROC) BASIC
WORKSHOP WAS CONDUCTED IN KAKUMA 1 REFUGEE CAMP FOR SOUTH
SUDANESE REFUGEES FROM THE DINKA AND NUER COMMUNITIES IN
MARCH 2026.The workshop aimed to address trauma caused by conflict, displacement, violence, and loss while promoting healing, reconciliation, and peaceful coexistence. 20 participants from different sections of Kakuma 1, both women and men, attended. After opening welcome and introductions from the facilitation team, participants shared their expectations: understanding trauma, learning anger management, gaining skills to support others, and learning from shared experiences. Ground rules emphasizing respect, punctuality, participation, and confidentiality were agreed upon. One of the first sessions used the Johari Window model, which helps build self-awareness and trust. Participants explored the four areas of the Window: Open, Blind Spot, Hidden, and Unknown. They learned that openness promotes trust, while hidden pain and unrecognized behaviours can block healing. Many participants noted that honest communication and constructive feedback are important for growth and rebuilding relationships. The training then explored trauma and its causes. Participants identified trauma resulting from seeing violence, hearing gunshots, hearing disturbing news, harmful actions such as rape or murder, and personal experiences like discrimination, tribalism, abuse, and loss of loved ones. They reflected that many traumatic experiences remain hidden because of fear, stigma, or lack of safe spaces. Then participants identified symptoms of trauma under four categories: behavioural, emotional, physical, and cognitive. Examples they included were withdrawal, anger, fear, depression, headaches, sleeplessness, confusion, nightmares, and difficulty concentrating. Many participants recognized these signs within themselves and their communities. Another key session examined the consequences of trauma on individuals, families, and communities. Participants commented that trauma can lead to depression, substance abuse, family conflict, poverty, crime, and weakened community unity. They concluded that healing must happen at all levels for lasting peace. The Web of Healing session emphasized that recovery begins with the
individual, supported by family and strengthened by the community. Participants recognized the importance of counseling, family support, safe spaces, and community cooperation. Sessions on loss, grief, and mourning helped participants understand emotional responses to death and separation. Through the “Empty Chair” exercise, participants expressed unresolved pain and grief. Many described the activity as difficult but healing. They also learned that grief passes through stages such as denial, anger, guilt, anxiety, hopelessness, and acceptance. The workshop further addressed anger as a symptom of trauma. Participants learned the difference between normal anger and traumatic anger, and how unresolved pain can lead to destructive reactions. Trust-building exercises highlighted factors that promote healing including counseling, awareness, unity, and supportive families, while mistrust, stigma, victim blaming, and threats hinder healing. The HROC workshop successfully equipped participants with knowledge and practical tools for trauma healing, reconciliation, and peacebuilding. Participants committed themselves to personal healing and to supporting others in their communities. One participant stated, “Before this training, I believed trauma was only about physical pain, but now I understand it also lives in the mind, in the heart, and in relationships. I have discovered wounds I was carrying in silence. Through the Johari Window and sharing sessions, I now feel free to begin my healing journey and help others do the same.” Another said, “The session on grief and loss touched me deeply. I had pain from losing loved ones during conflict, but I never had a safe place to express it. The Empty Chair exercise helped me release emotions I had hidden for years. Today I feel lighter, stronger, and hopeful that healing is possible.” A third participant said, “I used to think anger was just part of my personality, but now I know it was a sign of unresolved trauma. This workshop has taught me how to manage anger, rebuild trust, and support peace in my family and community. I am leaving here transformed. I am ready to become a healing companion to others.”
To find out more please visit https://friendspeaceteams.org/


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