Nesta semana, a terceira de maio de 2026, tomou grande visibilidade o escândalo de corrupção relativo ao envolvimento do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, com o empresário e banqueiro Daniel Vorcaro, famoso pelo roubo de bilhões através de seu Banco Master. Envolvimento este que garantiu uma verdadeira fortuna a Flávio.
Flávio, que cobrou de Vorcaro não menos que 24 milhões de dólares, cerca de 134 milhões de reais na época, dos quais ao menos 60 milhões chegaram aos bolsos do Sr. Bolsonaro, está agora recebendo a condenação de dezenas de políticos da direita, antes seus aliados, mas que agora buscam se distanciar do mesmo já que Vorcaro é o principal criminoso na investigação ainda em processo de um escândalo de corrupção maior, o do já mencionado Banco Master.
De traição, Flávio não tem o direito de reclamar já que só se pode trair aquilo ao qual se foi leal um dia, que o mesmo escolheu se cercar de uma corja leal somente ao dinheiro e a prática contínua da malfeitoria, o que é igualmente verdade para o Sr. Bolsonaro, por mais que este tenha menos vocação que a média.
Flávio Bolsonaro, crescido e acostumado ao meio dos pequenos golpes de trambiques, nunca foi capaz de crimes mais sofisticados mesmo quando se tornou figura relevante na política nacional e tinha a faca e o queijo nas mãos por consequência de sua posição. A versatilidade criminosa até que não o faltava, mas a energia e a inteligência passaram longe do homem.
O Sr. Bolsonaro ganhou o vulgo de “Willie Wonka” devido ao óbvio esquema de lavagem de dinheiro com chocolates e panetones, “convenientemente” pagos com dinheiro vivo, esquema este que só não o levou à falência devido à conhecida fraqueza da esquerda eleitoreira e institucional, incapaz de usar a força contra seus piores adversários mesmo quando há todo incentivo possível para fazê-lo.
A história contínua de Flávio com a corrupção não parou por aí. Do laranjal, ao seu envolvimento com as milícias, à admissão do pai de cumplicidade com esquemas de corrupção durante seu governo, Flávio estava tanto tomando parte quanto cercado por quem tomava parte em formas de roubo institucional profundamente toscas, sempre graves o suficiente para serem crimes sérios, mas que nunca eram cuidadosos o suficiente para serem pegos ou capazes de tomar uma quantia grande o suficiente para verdadeiramente compensar o risco.
E nisso culmina no caso mais recente, exemplo cristalizado, puro, primordial do estilo de corrupção praticado pela família Bolsonaro: Flávio cobrou de um amigo (Vorcaro) uma quantidade de dinheiro muito superior à maioria das grandes produções no Brasil, quantia grande o suficiente para impressionar, mas que, ao mesmo tempo, é mixaria para um filme profissional no país onde estava sendo produzido (Estados Unidos da América). Flávio conseguiu a “façanha” de roubar demais para o Brasil, porém de menos para os Estados Unidos, de ser vexado pelo excesso na própria terra enquanto é ridicularizado pela falta de ambição no estrangeiro.
Nos resta saber se o PT será igual ao deixar uma oportunidade como esta passar ou se usará a chance para golpear Flávio com força, demonstrando a força de vontade que faltou a ele.
O Mais Novo Trambique dos Bolsonaro.


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