Nova Plebe

Uma crítica anarquista ao Anarco-Estatismo

Gato preto com uma cobra em sua boca, andando para a direita sobre a grama e contra um fundo vermelho

Ou refutando o “anarco”-capitalismo por meio do “anarco”-capitalismo

Autoria do texto original: Iain McKay, publicado em 10 de Setembro de 2008


Texto na língua inglesa adquirido em 08/06/2026, de https://theanarchistlibrary.org/library/anarcho-an-anarchist-critique-of-anarcho-statism; tradução para a língua portuguesa realizada pelo coletivo Letra A, em Junho de 2026.


Uma das coisas mais estranhas que a maioria des anarquistas percebe quando entra na internet é a existência de autoproclamados “anarquistas” capitalistas. Baseada principalmente na América do Norte, essa ideologia afirma ser anarquista enquanto, ao mesmo tempo, apoia vigorosamente o capitalismo laissez-faire.

Para quase todes anarquistas, isso parece um absoluto oxímoro. O anarquismo sempre foi associado à esquerda, ao socialismo. Embora se oponham a todas as formas de socialismo estatal, anarquistas sempre se consideraram anticapitalistas, socialistas. Tanto Tucker quanto Kropotkin se consideravam socialistas, assim como Bakunin e Proudhon. Embora discordassem sobre muitas coisas (como a melhor forma de acabar com a exploração capitalista), todas as escolas do anarquismo compartilhavam uma oposição comum ao lucro, ao juro e à renda e uma raiz comum na crítica de Proudhon à propriedade privada.

A ideia de que existe uma forma de anarquismo que não é anticapitalista surpreende ês anarquistas como extremamente estranha. A ideia de capitalistas hasteando a bandeira negra, a bandeira da insurreição e das greves da classe trabalhadora, é uma piada, uma piada de muito mau gosto. “Anarco”-capitalistas, é claro, discordam. Portanto, é útil dar uma breve explicação de por que o “anarco”-capitalismo deveria ser chamado de “anarco-estatismo” para melhor mostrar suas contradições inerentes.

O que há num nome?

A primeira linha de defesa do “anarco”-capitalismo é argumentar que a definição de dicionário de anarquia é “ausência de governo”. Consequentemente, como o “anarco”-capitalismo quer substituir o Estado por um mercado livre de associações de defesa, ele deve ser anarquista.

Esse argumento é obviamente falho. Muitos dicionários definem “anarquia” como, por exemplo, “um estado de ilegalidade e desordem (geralmente resultante de uma falha do governo)”. 1 Nem é preciso dizer que anarco-capitalistas não usam essas definições de “anarquia”. Portanto, recorrer a definições de dicionário é altamente subjetivo, pois envolve avaliar cada dicionário e descartar aqueles que são imprecisos.

Isso pode ser visto pela questão do anarquismo e do socialismo. Tanto Kropotkin quanto Tucker consideravam suas ideias como uma forma de socialismo. No entanto, usando definições típicas de dicionário para ambos, resultaria em uma contradição. O anarquismo é definido como “uma teoria política que favorece a abolição dos governos” enquanto o socialismo é “uma teoria política que defende a propriedade estatal da indústria” ou “um sistema econômico baseado na propriedade estatal do capital”. 2 O que significa que um anarquista não poderia ser socialista, ainda assim “anarco”-capitalistas ficam felizes em chamar os anarquistas de “anarco-socialistas”. Essa contradição é suficiente, por si só, para mostrar a falha em sua metodologia. Por que o dicionário seria bom o suficiente para “anarquia” mas não para “socialismo”? 3

Na realidade, anarquistas raramente, ou nunca, argumentaram que estavam simplesmente visando abolir o Estado. A partir de Proudhon, eles enfatizaram metas sociais e econômicas juntamente com as políticas. Não é coincidência que o primeiro livro anarquista autoproclamado tenha sido “O que é Propriedade?” em vez de “O que é Governo?” Limitar a “anarquia” ou o “anarquismo” apenas a uma questão de Estado significa ignorar a maior parte do que ês anarquistas e o anarquismo almejaram. É por isso que anarquistas geralmente evitam definições de dicionário para “anarquia” e “anarquismo” e argumentam, em vez disso, que não basta alguém se autodenominar anarquista; suas ideias devem refletir os princípios antiestatais e anticapitalistas que o movimento anarquista sempre teve.

Quem se importa com o que eles pensavam?

Que o “anarco”-capitalismo abusa da história do anarquismo é óbvio. O que é estranho é que eles também abusam de seus próprios antepassados autoproclamados intelectuais.

“Anarco”-capitalistas geralmente atribuem sua ideologia ao economista de língua francesa Gustave de Molinari (1819 a 1912). Dado que o anarquismo como teoria e movimento político nasceu na França durante sua vida, é significativo que ele não se autodenominasse anarquista nem participasse do movimento. Se ele considerasse suas ideias como anarquistas, certamente as teria chamado assim. Só podemos concluir que foi a existência do movimento anarquista e de suas ideias que garantiu que Molinari recusasse o rótulo de “anarquista”, pois ele não considerava suas ideias como parte de nenhum deles.

Outros incluídos retroativamente pelos “anarco”-capitalistas na árvore genealógica de sua ideologia são os apoiadores do chamado “voluntarismo”. Estes eram individualistas britânicos do século XIX, apoiadores, como Molinari, do capitalismo laissez-faire extremo. Como Molinari, eles não chamaram suas ideias de anarquismo nem a si mesmos de anarquistas. Auberon Herbert, por exemplo, rejeitou explicitamente o termo anarquista. Significativamente, Herbert conhecia e rejeitava o anarquismo individualista, considerando-o “fundamentado num erro fatal” e que resultaria em “pandemônio”. Ele pensava que deveríamos “não dirigir nossos ataques – como fazem os anarquistas – contra todo governo, contra o governo em si” mas “apenas contra as formas de governo excessivas, exageradas, insolentes, irracionais e indefensáveis, que são encontradas em toda parte hoje”. O governo deveria ser “estritamente limitado aos seus deveres legítimos na defesa da autopropriedade e dos direitos individuais”. Ele enfatizou que “somos governamentalistas,” visando um governo “formalmente constituído pela nação, empregando neste assunto da força o método majoritário.” 4

Ora, parece significativo que [as] 5 pessoas que ês própries “anarco”-capitalistas colocam em sua árvore ideológica, na melhor das hipóteses, recusaram-se a ser chamados ou, na pior, negaram explicitamente ser anarquistas. Eles estavam obviamente cientes do anarquismo e das ideias anarquistas e viram que suas ideias não eram semelhantes. Por que “anarco”-capitalistas se recusam a fazer o mesmo é algo que se perde nês anarquistas, especialmente porque não fazê-lo significa que elus têm que explicar continuamente por que não são como ês anarquistas que aparecem nas notícias ou nos livros de história.

Além disso, parece uma forma estranha de elogio incorporar alguém na árvore genealógica da sua ideologia enquanto também ignora as opiniões expressas dessas pessoas e diz que elas não entendiam o que defendiam! Entre, digamos, Auberon Herbert e um “anarco”-capitalista, acho que a maioria das pessoas concordaria com Herbert sobre como suas ideias deveriam ser chamadas.

E a diferença é?

Não é coincidência que “anarco”-capitalistas tentem limitar a definição de anarquia ou anarquismo puramente à oposição ao Estado ou governo. Isso ocorre porque a propriedade capitalista produz estruturas autoritárias (e, portanto, relações sociais) exatamente como o Estado. Ao focar no “governo” em vez da “autoridade”, escondem a contradição básica dentro de sua ideologia, ou seja, que a definição “anarco”-capitalista de propriedade privada é notavelmente semelhante à sua definição de Estado.

Isso é fácil de provar. Por exemplo, o importante “anarco”-capitalista Murray Rothbard bradou contra o mal do Estado, enfatizando que ele “arrogava para si um monopólio da força, do poder de decisão final, sobre uma determinada área territorial”. Então, na nota de fim de capítulo, ele silenciosamente admite que “[o]bviamente, numa sociedade livre, Smith tem o poder de decisão final sobre sua própria propriedade justa, Jones sobre a sua, etc.” 6

Ops. Como ê editore não percebeu isso? Mas isso mostra o poder mágico da expressão “propriedade privada” – ela pode transformar o ruim (“poder de decisão final” sobre uma determinada área) em bom (“poder de decisão final” sobre uma determinada área). Para anarquistas, “[d]emonizar o autoritarismo estatal enquanto ignora arranjos de subserviência idênticos, embora consagrados por contrato, nas grandes corporações que controlam a economia mundial é fetichismo em seu pior nível.” 7 Também deve ser enfatizado que o autoritarismo capitalista é de natureza ditatorial, com significativamente menos liberdade do que num Estado democrático.

Anarquistas, obviamente, perguntam qual é realmente a diferença. Por que a autoridade do Estado é considerada antianarquista enquanto a do proprietário não? Rothbard forneceu uma resposta: o Estado obteve suas terras “injustamente”. Assim, a resposta está em saber se o Estado possui legitimamente seu território ou não. Se o fizesse, então “é apropriado que ele faça regras para todos que presumem viver naquela área … Contanto que o Estado permita que seus súditos saiam de seu território, então, pode-se dizer que ele age como qualquer outro proprietário que estabelece regras para as pessoas que vivem em sua propriedade.” 8

Então, se o Estado fosse um proprietário ou capitalista legítimo, seu autoritarismo estaria tudo bem? Como é? Esta é uma análise anarquista? A questão é, em última instância, uma de liberdade. Anarquistas simplesmente observam que o próprio Rothbard mostra que o capitalismo e o Estado se baseiam nas mesmas estruturas de autoridade e, consequentemente, nenhum dos dois pode ser considerado anarquista.

Mas, novamente, anarquistas não estão surpresos. A tradição liberal, na qual o “anarco”-capitalismo se insere de bom grado, tem uma longa história de defesas sofisticadas para a autocracia baseada no consentimento. Anarquistas, em contraste, sempre enfatizaram que o regime interno de uma associação é o que importa.

É por isso que anarquistas apoiam as cooperativas de trabalho como alternativa à hierarquia capitalista. Proudhon, por exemplo, argumentou que os empregados são “subordinados, explorados” e sua “condição permanente é de obediência”. As empresas capitalistas “saqueiam os corpos e almas dos trabalhadores assalariados” e são “um ultraje à dignidade e personalidade humana”. No entanto, numa cooperativa a situação muda e o trabalhador é um “associado” e “forma parte da organização produtora … [e] forma parte do poder soberano, do qual antes era apenas um súdito”. Sem cooperação e associação, “os trabalhadores … permaneceriam relacionados como subordinados e superiores, e haveria duas castas industriais de mestres e trabalhadores assalariados, o que é repugnante para uma sociedade livre e democrática”. Assim, as “associações de trabalhadores” são “um protesto contra o sistema salarial” e uma “negação do domínio dos capitalistas”. Seu objetivo: “Exploração capitalista e proprietária, interrompida em toda parte, sistema salarial abolido, troca igual e justa garantida.” 9

Para Rothbard, tanto “hierarquia” quanto “trabalho assalariado” faziam parte de “toda uma série de instituições necessárias para o triunfo da liberdade” (outras incluíam “concessão de fundos por milionários libertários e um partido político libertário”). Ele se opunha veementemente àqueles que “indiciavam” tais instituições “como não libertárias ou não mercadológicas”. 10 Para Proudhon — assim como Bakunin, Kropotkin e outres — tanto o trabalho assalariado quanto a hierarquia eram antilibertários por sua própria natureza. Como poderia a hier-arquia ser “necessária” para o triunfo da an-arquia? Logicamente, não faz sentido. An-arquia, por definição, significa sem-arquia, e não apoio total a uma forma específica de arquia, ou seja, hier-arquia! Realmente, qual parte da an-arquia é tão difícil de entender?

O contraste entre o anarquismo e o “anarco”-capitalismo não poderia ser mais claro.

Livre para escolher… um mestre

A defesa final do “anarco”-capitalismo é que a autoridade associada ao capitalismo é voluntária, que os trabalhadores consentem com ela. É claro, o mesmo pode ser dito de qualquer Estado democrático. Ninguém força ume cidadane a permanecer dentro de suas fronteiras. Uma defesa das hierarquias capitalistas em termos de consentimento significa logicamente uma defesa do Estado nos mesmos termos — particularmente porque a propriedade capitalista é tão produto da coerção quanto o Estado. Além disso, dado que a Somália é apontada por algumes “anarco”-capitalistas como um exemplo de seu sistema, eles têm a mesma escolha que costumam dar aos trabalhadores em greve – se você não gosta do seu mestre atual, encontre um novo.

No entanto, há uma objeção mais profunda ao argumento do “consentimento”, ou seja, que ele ignora as circunstâncias sociais do capitalismo que limitam a escolha de muitos. Anarquistas argumentam há muito tempo que, como classe, ês trabalhadories têm pouca escolha a não ser “consentir” com a hierarquia capitalista. A alternativa é a pobreza extrema ou a fome. “Anarco”-capitalistas descartam tais alegações negando que exista algo como poder econômico. Em vez disso, é simplesmente liberdade de contrato. 11

Anarquistas consideram tais alegações uma piada. Para mostrar por quê, precisamos apenas citar Murray Rothbard sobre a abolição da escravidão e da servidão no século XIX. Ele argumentou, corretamente, que os corpos dos oprimidos foram libertados, mas a propriedade que eles haviam trabalhado e eminentemente mereciam possuir, permaneceu nas mãos de seus antigos opressores. Com o poder econômico assim permanecendo em suas mãos, os antigos senhores logo se encontraram novamente mestres virtuais do que agora eram arrendatáries ou trabalhadories agrícolas livres. Ês serves e escraves haviam experimentado a liberdade, mas foram cruelmente privades de seus frutos.” 12

No mínimo, anarquistas falham em ver a lógica nessa posição. Compare isso com a afirmação “anarco”-capitalista padrão de que, se as forças de mercado (“trocas voluntárias”) resultarem na criação de “arrendatáries ou trabalhadories agrícolas livres”, então elus são livres. No entanto, ês trabalhadories despossuídes pelas forças de mercado estão exatamente na mesma situação social e econômica que os ex-serves e ex-escraves. Se estus últimes não têm os frutos da liberdade, tampouco ês primeires. Rothbard vê o óbvio “poder econômico” no último caso, mas o nega no primeiro.

A posição de Rothbard é insustentável. Uma analogia simples mostra porquê. Vamos supor que alguém sequestre você e te coloque num poço fundo (formado naturalmente) a quilômetros de qualquer lugar, do qual é impossível escalar. Ninguém negaria que você está sem liberdade. Vamos supor ainda que outra pessoa passe por ali e caia acidentalmente no poço com você. De acordo com a lógica de Rothbard, enquanto você está sem liberdade (ou seja, sujeito à coerção), sue companheire de poço é perfeitamente livre, pois elu está sujeite aos “fatos da natureza” e não à coerção.

É apenas a ideologia de Rothbard que o impede de tirar a conclusão óbvia — condições econômicas idênticas produzem relações sociais idênticas e, portanto, o capitalismo é marcado por “poder econômico” e “mestres virtuais”. A única solução para “anarco”-capitalistas é simplesmente dizer que ex-serves e ex-escraves eram realmente livres para escolher e, consequentemente, Rothbard estava errado. Pode ser desumano, mas pelo menos seria consistente!

CONCLUSÃO

Como Kropotkin observou sobre uma geração anterior de capitalistas de livre mercado, o “Individualismo moderno iniciado por Herbert Spencer é, como a teoria crítica de Proudhon, uma poderosa acusação contra os perigos e males do governo, mas sua solução prática para o problema social é miserável — tão miserável que nos leva a perguntar se a conversa sobre ‘Sem força’ é meramente uma desculpa para apoiar o domínio do proprietário de terras e do capitalista.” 13

O mesmo pode ser dito sobre o “anarco”-capitalismo. Anarquistas não se incomodariam com isso, exceto que ele se autodenomina anarquismo. No entanto, como foi demonstrado, o “anarco”-capitalismo faz tanto sentido quanto o “anarco-estatismo” — um oxímoro, uma contradição em termos. A ideia de que o “anarco”-capitalismo merece o nome “anarquista” é simplesmente falsa. Apenas alguém ignorante do anarquismo poderia sustentar tal coisa. Embora se espere que a teoria anarquista mostre que este é o caso, o mais irônico é que o próprio “anarco”-capitalismo faz o mesmo.

O anarquismo, como teoria política, nasceu quando Proudhon escreveu “O que é Propriedade?” especificamente para refutar a noção de que trabalhadories são livres quando a propriedade capitalista os força a buscar emprego junto a proprietáries de terras e capitalistas. Ele estava bem ciente de que, nessas circunstâncias, trabalhadories vendiam sua liberdade e eram explorades. Sua obra clássica é uma longa crítica ao tipo de apologia ao poder des proprietáries, capitalistas e da propriedade que Rothbard defendia. Parece irônico, portanto, que o “anarco”-capitalismo se autodenomine “anarquista” enquanto se baseia nos argumentos contra os quais o anarquismo foi criado.

Em última instância, o próprio Rothbard prova a tese anarquista de que trabalhadories podem ser formalmente livres sob o capitalismo, mas suas circunstâncias econômicas são tais que a liberdade se torna pouco mais do que ser “livre” para escolher um mestre. O capitalismo, em outras palavras, é baseado no poder econômico, que garante que as pessoas “consintam” em ser submetidas a estruturas de autoridade idênticas às criadas pelo Estado. Isso significa que ume anarquista consistente, como observou Chomsky, deve se opor tanto ao Estado quanto ao capitalismo.

Opor-se a este último não significa opor-se ao mercado. Nem todes anarquistas são comunistas (embora a maioria o seja). O capitalismo é apenas uma forma de sistema de mercado, uma forma enraizada em direitos de propriedade e relações sociais específicas. Para aquelus “anarco”-capitalistas que genuinamente buscam uma sociedade livre e ainda pensam que os mercados são a melhor maneira de organizar uma economia, então as ideias do mutualismo anarquista deveriam ser de interesse. Este é um sistema socialista baseado na “ocupação e uso”, onde trabalhadories autônomes e cooperativas se autogovernam e vendem o produto de seu trabalho para sues companheires trabalhadories. Uma sociedade sem hierarquia, exploração e opressão — uma sociedade anarquista genuína em vez de um sistema de mini-Estados.

O que será? Capitalismo ou Anarquismo? Como o próprio “anarco”-capitalismo prova, não pode ser ambos.


  1. digitando “anarchy” em http://dictionary.reference.com ↩︎
  2. digitando “anarchism” e “socialism” em http://dictionary.reference.com ↩︎
  3. para mais discussão, veja a seção F e o apêndice sobre “anarquismo e ‘anarco’-capitalismo” no An Anarchist FAQ ↩︎
  4. Essay X: The Principles Of Voluntaryism And Free Life ↩︎
  5. Nota de Tradução: no original está “(…) it seems significant that people “anarcho”-capitalists themselves place in their ideological tree (…)”; assumi que o artigo “the” faltou entre “that” e “people”. ↩︎
  6. The Ethics of Liberty, Humanities Press, Atlantic Highlands, N.J.,1982. p. 170 e p. 173 ↩︎
  7. Op. Cit., p. 170 ↩︎
  8. Bob Black, The Libertarian as Conservative, The Abolition of Work and other essays, p. 142 ↩︎
  9. The General Idea of the Revolution in the Nineteenth Century,Pluto Press, pp. 216–8 p. 98 e p. 281. Deve-se notar que “salário laboral” [N.T.: “wage labour”] é traduzido como “sistema salarial” [N.T.: “wage system”], mas é claramente o primeiro que Proudhon está combatendo aqui, como em outras partes de sua obra. ↩︎
  10. Rothbard, Konkin on Libertarian Strategy ↩︎
  11. Rothbard, The Ethics of Liberty, pp. 221–2 ↩︎
  12. Rothbard, Op. Cit., p. 74 ↩︎
  13. Act For Yourselves, Freedom Press, London, 1988, p. 98 ↩︎


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